Descrição
Entre revoluções, migrações e espíritos da floresta, Maurício Vieira recria
um caminho seguro rumo à liberdade e ao destino.
“Como se a liberdade desse em árvores! Nem todo
solo está apto para receber a árvore da liberdade.
Mas por que se ocupar de árvores da liberdade?
Liberdade não se come! Plante árvores frutíferas.
Pelo menos, assim não passas fome.”
“Mas, segundo o vosso livro sagrado, há certos
frutos que são proibidos.” O padre deu uma
gargalhada seca e reacendeu seu cachimbo.
No Brasil, Shu provaria de todas as frutas, sobretudo
as mais amargas.”
A Árvore da Liberdade, romance do poeta e escritor
Maurício Vieira, traz as suas raízes inquebráveis,
que servem de base sólida para uma longa viagem
de mistérios do seu protagonista, Zhang Shu. Este
jovem chinês, filho de um rico proprietário de
terras, vê-se obrigado a fugir do país natal, depois
que a sua família é exterminada pelos soldados de
Mao Tsé-Tung.
O país de destino é o Brasil, onde o protagonista
encontra um tio imigrado e a sua família, depois de
uma conturbada tentativa de fuga da China. Em São Paulo, torna-se Dorival, trabalha
como vendedor ambulante, casa-se com a prima, tem um filho de ideais revolucionários,
mas o destino leva-o ainda mais longe, aos encantos da floresta amazónica, onde é
escolhido pelos espíritos da mata para a nobre missão de curandeiro.
Com o projeto gráfico de Thiago Lacaz, o escritor Maurício Vieira, inspirando-se nas
Metamorfoses de Ovídio, apresenta-nos Zhang Shu, personagem que assiste e viaja pelas
contradições que resultam da diversidade implícita à ideia de Liberdade.
“Minhas raízes sempre estiveram aqui. Sementes viajaram, mas as raízes ficaram.”







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